Os bispos da CEAST, que seja prioridade o programa de combate à fome e a pobreza em Angola

Segundo o porta voz da CEAST, é preciso sermos humildes e conseguirmos  e conseguirmos dizer que os nossos esforços  chegaram até determinada possibilidade. È preciso pedir ajuda da “Comunidade Internacional”.

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Quando a fome aperta, como ja sucede há vários anos no Sul do país, é preciso parar com o cimento e dar alimentos às pessoas. Dom Belmiro Tchissengueti  disse que se o país assim o fizer, não estará a pedir favor a comunidade internacional pois, Angola faz parte desta comunidade e até tem as suas cotas pagas nas organizações internacionais.

Conforme a CEAST, “quando encontramos pessoas nos contentores de lixo, sobretudo em Luanda e muitos outros lugares, não precisamos de microscópios para assumirmos a nossas debilidades”.

A CEAST mostrou-se também preocupada com a situação da insegurança e da pedofilia. Segundo o porta-voz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Belmiro Chissengueti, a “pedofilia não faz parte da identidade da igreja católica”, referindo que “há pedófilos jornalistas, há pedófilos médicos, nas famílias, há em todo o lado”.

Os bispso mostram-se também preocupados com a situação de insegurançaque se vive por todo país, e com o crescimento da tensão-pré-eleitoral sobretudo, os dois grandes maiores partidos politicos, MPLA e UNITA.

A crescente inflação que diminui o poder de compra dos cidadãos, que também merece preocupação da CEAST, Sob a liderança do Dom José Imbamba, a CEAST recomenda aos politicos melhorarem os seus discursos para garantir a paz, segurança harmonia entre os cidadãos.

“Simplesmente, a única instituição a nível mundial que assumiu a existência deste mal no seu seio e criou regras para a sua eliminação é a igreja católica, nós mesmos aqui a nível da CEAST temos um documento regulador sobre a pedofilia, instituímos um representante oficial para a proteção de menores”, afirmou Chissengueti, quando questionado pelos jornalistas.

A questão da pedofilia na igreja católica surgiu na sequência da divulgação, na passada semana, de um relatório sobre 330.000 casos de abuso ou violência sexual por parte do clero francês, e foi levantada esta segunda-feira na conferência de imprensa de balanço da segunda assembleia plenária anual da CEAST.

Para o porta-voz da CEAST, “a única resposta sobre esta temática a nível das instituições é justamente da igreja católica, agora o que isso tem de mal, é que o mal da pedofilia a nível da igreja católica tem duas dimensões bastante horrendas para a moral e o bom costume”.

“Nós, os sacerdotes e bispos somos defensores da moralidade e confiaram-nos, às vezes, pessoas para a nossa guarda e proteção e, então, houve esse escândalo que, de facto, a todos nós entristece”, explicou.

“Agora, com maior rigidez, o Papa vem tomando medidas drásticas, é de facto uma vergonha, um mal que deve ser combatido. Mas atenção, não limitem a pedofilia à igreja católica nem a coloquem como fazendo parte da sua identidade, a identidade da igreja católica é dada pelos santos”, apontou o também bispo de Cabinda.

O Papa Francisco expressou na quarta-feira a sua “vergonha” pela “longa incapacidade da igreja” para lidar com casos de padres pedófilos.

Os prelados da CEAST manifestaram-se igualmente preocupados com grupos religiosos em Angola “que se declaram católicos, criam confusões no seio dos fiéis e geram instabilidade para o próprio Estado”.

É preciso que o Estado organize e fiscalize o fenómeno religioso, porque o grande problema que há é que a espiritualidade das pessoas, a vida interior das pessoas, entregue nas mãos de manipuladores e fanáticos sem formação é um grande risco para a paz social”, exortou ainda o bispo Belmiro Chissengueti.

Por: Fernando Bernardo

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