O rosto jovem da fome em chamas de 45 anos

Assinala-se hoje, 12 de Agosto o dia Internacional da Juventude. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1999, para ser um dia de reflexão sobre a inclusão e a contribuição dos jovens na sociedade e no futuro do planeta.

Eduardo Garcia Líder da JPA

Endereçamos nossa solidariedade para com todos os jovens que, dia e noite, lutam no sentido de não permitir que seu cansaço e desgostos superem a necessidade que têm de realizar seus sonhos. Aos jovens todos dos vários segmentos da nossa pátria, nosso respeito pela forma heroica como têm resistido as atrocidades instituídas por um grupo que fez de Angola seu quintal de festas.

As promessas não realizadas, as políticas públicas mal conseguidas, supostamente direccionadas a juventude, os projectos e programas falhados, aditado a ganância destes que levaram para lugar incerto a nossa “economia”, foram e são razões bastantes para o aumento galopante do crescimento exponencial diário do índice de jovens desempregados, que abraçam o mundo do crime, da droga, da prostituição, mendicidade e até de jovens que passam suas jornadas no lixo para conseguir alguma coisa “mal apodrecida” e levar ao estômago.

Num passado recente, porque nossas memórias não são curtas como parecem, diziam que esta juventude estava frustrada por não ter tido sucessos na sua formação, porém, não foram precisos dez anos para se perceber as reais razões que estavam a levar estes jovens ao estado de esgotamento e da falta de paciência para com os verdadeiros responsáveis da nossa desgraça. É por culpa desta quadrilha de malfeitores que hoje muitos dos nossos jovens são “parecidos com a fome” em todos os níveis do país. Era “normal” ver a fome com cara de musseque, de bairro, porque afinal nestes lugares, aquela gente sempre sentiu falta de tudo. Porém, hoje temos ela (a fome) andando de fato e gravata nas ruas mais nobres das nossas cidades, com um português afinado e pele bem tratada.

O português que ela carrega na língua, é consequência do aprendizado das vivências e tem pouco de escolaridade, porque foi-lhe negada a possibilidade de dar seguimento a formação ou educação escolarizada e/ou profissional de qualidade há 45 anos; a aparente boa saúde que se vê é pura ilusão de óptica porque afinal anda cansado de estar na fila de espera dos hospitais que nem se quer, têm fármacos para suas doenças.

Este executivo que executa todos os dias vidas de muitos jovens por meio da fome, alimenta a nossa esperança moribunda de discursos costumeiros, ou seja, todos os dias os os ouvimos temos um “deja vu” já que a única coisa nova são as figuras que vêm falar do mesmo.

Falta seriedade na forma de conceber e fazer as coisas, falta verdade na forma de explicar as coisas, falta coerência no esclarecimento das nossas dúvidas, nota-se insegurança na afirmação do compromisso com os propósitos da Pátria. Há, isso sim, há uma vontade clara de ver as coisas neste estado para continuar a animar a festa de quintal deles.

Falaram da Política Nacional para a Juventude? O MINJUD? que temos o CNJ? O IAJ? Para quê? (risos). Por enquanto ficamos por aqui. Estes ali têm seu momento. Este é o cenário real dos dias de hoje que, diferem no mínimo com o passado. É este um pequeno retrato da desgraça total que nos bateu a porta por conta daquela gente há 45 anos.

Por: Eduardo Garcia – Secretário Nacional da Juventude Patriótica de Angola (JPA)

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