Hospitais de Luanda apinhado de gente

Centenas de pessoas acorrem aos hospitais Públicos em Luanda em busca de atendimento, mas por causa do fraco atendimento e falta de medicamentos, tem se notado o aglomerado de pessoas nos portões dos hospitais na cidade capital, o Paludismo, a diarreia e febre tifóide, são as principais causas. 

Urgências pediátricas a abarrotar, sem condições, sem medicamentos, e onde  a ″gasosa″ continua a prevalecer
Populares a procura de assistência medica e medicamentosa nos Hospitais Públicos em Luanda

Numa ronda feita pelo Jornal O Apostolado, desde terça-feira, 25 de maio, pelos centros de saúde e hospitais de Luanda, várias foram as reclamações dos utentes dos serviços de saúde de Luanda, pois, o fraco atendimento e as ausências dos técnicos de saúde, tem gerado o aglomerado de gente nos hospitais de Luanda, violando desta forma a lei de calamidade pública que vigora no país, que proíbe o ajuntamento de pessoas. 

Os doentes e familiares entrevistados pela equipa de reportagem do Jornal O Apostolado, reprovaram as atitudes dos enfermeiros, médicos e até do pessoal auxiliar.

Para Inácio da Fonseca Luís, morador do Distrito 11 de Novembro, disse que o centro de saúde 11 de novembro “não tem capacidade de atender o número de pessoas que acorrem àquela unidade sanitária” por tanto é preciso que o estado preocupe-se mais com a saúde da população, “se não será um caos”.

“É necessário dotar os hospitais de pessoal com vocação para a assistência a doentes, acredito que nos hospitais há pessoas  que fizeram cursos  médios ou superiores, ora, mas infelizmente,  muitos não estão vocacionadas para tratar de doentes, o País não está bem”. Afirma, o senhor Inácio com um semblante triste, que acrescenta.

“já estamos a lutar contra um inimigo invisível, a Covid-19, vem mais estas doenças, e pessoas que em vez de demonstrarem o que aprenderam na sua formação, mostram que fizeram os cursos para ter um emprego e nada mais”. Desabafa.

 “Penso que a Ordem dos Enfermeiros e a Ordem dos Médicos deviam trabalhar  para ajudarem as autoridades a solucionar o problema do mau atendimento nos hospitais, estou aqui com a minha esposa, que padece com paludismo, desde que chegamos, até agora não dizem nada, como vês, ela esta ser obrigada a se deitar aqui no carro, porque no centro não podemos entrar”. Confessa.

Marta Sonhy, de 42 anos de idade, doméstica, deitada no chão, solicita um atendimento urgente, “já não estou aguentar mais, a pessoa chega aqui cedo mais o atendimento é complicado, mesmo com a covid, porque estão a deixar as pessoas ficar assim todo ajuntado, será que querem mesmo ajudar o povo? “. Questiona.

Dolores André, de 27 anos de idade, mãe da pequena Lurdes, que está com Diarreia, aos empurrões para conseguir entrar no Centro de saúde, revela que as coisas estão cada vez mais difíceis. Está muito complicado para nós que não temos dinheiro para ir numa clínica, então se a pessoa vem para o hospital, como é possível que nos deixem aqui sem falar nada, com o é possível  ter esta pouca gente para atender, vão acabar de matar a população com estes comportamento”. Lamentou e concluiu “Isto não está muito bem, a pessoa está doente, vem e volta, vem e volta e não estamos muito bem de saúde, a pessoa que ir à casa, mas tem que vir ao hospital, vem aqui no hospital estão a dar voltas e agora não soubemos como devemos fazer ”. Revela.

O triste cenário verificou-se também no Hospital Geral do Cazenga, Da Paz e no Centro de Saúde do Km 14A em Viana. 

Anita Rogério, de 34 anos de idade, Moradora do Bairro Estalagem, Município de Viana, alega que nestes dias está ser muito difícil frequentar o hospital devido enchente que se regista, “é complicado, a pessoa vai ao hospital com o desejo que vai ser atendida, mas é muito difícil, se não tens conhecido lá ficarás muito tempo e voltas em casa em ser atendido”. Disse. 

Mutumbua Matamba António, morador do Papá Simão, Cazenga, diz estar abatido com a triste realidade que Luanda atravessa no que diz respeito a saúde. “Não se deve aceitar que o pessoal da Saúde que tem por missão salvar vidas maltrate doentes. Será que  estes profissionais da Saúde que tratam mal a doentes procedem da mesma forma em relação aos seus familiares que precisam de assistência?”. Questiona.

“Uma vez que o País está com grande desafio do que toca à saúde, os enfermeiros e outros técnicos de saúde deveriam antes se preocupar com a saúde, do que fazer as tais novelas que costuma representar nos hospitais”. Aconselha e adianta que “o profissional da Saúde que acha que os doentes  são um fardo não deve exercer a profissão”. Frisou “Penso ser necessário sancionar   actos que podem pôr em risco a vida de doentes nos hospitais públicos. Espero que os gestores dos hospitais do Estado  estejam atentos ao que se passa nas unidades que dirigem”. 

Para Madalena Neves tem sido difícil, pois, foi ocupar o lugar às seis horas da manhã, por volta das 10 horas aguardavam pela consulta, “A pessoa chega aqui bem mal, e o doente tem que esperar tantas horas, isso não fica bem, que país esse?”. Questiona.

Por: Tiago Figueira

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