Doutor em Ciência contáveis e Financeiras apresenta obra literária sobre normas e controlos internas para as Micros, Pequenas e médias empresas em Angola

O Doutor em ciências contáveis e financeiras pela universidade de Oriente Santiago de Cuba, Mendes Pedro Ludi, apresenta em Julho próximo, na sala magna da faculdade de economia da universidade Agostinho Neto, o seu trabalho de Doutoramento, com titulo (NORMAS DE CONTROLO INTERNO PARA AS MICROS, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NA REPÚBLICA DE ANGOLA). Com 181 páginas, o livro é resultado de uma investigação científica, com destaque para o INAPEM e as empresas agrícolas, como instituições que disponibilizaram dados necessários para a concretização do livro.

Escritor Mendes Pedro Ludi

O professor de contabilidade geral da faculdade de economia da universidade Agostinho Neto, Mendes Pedro Ludi, apresenta no mês de Julho do ano em curso, na sala magna daquela instituição pública de ensino superior, a sua primeira obra literária de doutoramento em ciências contáveis e financeira, pela universidade de Oriente de Santiago de Cuba, na república de Cuba. O autor disse que contou com a colaboração do Instituto Nacional de Apoio às Micros, Pequenas e Médias Empresas, (INAPEM), que disponibilizou dados necessários sobre o seu trabalho de doutoramento. O livro aborda igualmente a questão de o IGAI, a Inspecção geral das finanças e o tribunal de contas, sobre a necessidade que existe em implementarem o método de controlo interno. Um dos objectivos do livro é de incutir na mente dos angolanos sobre a importância da literacia financeira, a execução das finanças das empresas. Para o autor, quem tem dotes sobre moral, ético em seguir os parâmetros e utilizar as normas que o livros atrás, claramente que não desviará os fundos da sua empresa para outros fins, daí a necessidade de uma formação sobre inteligência financeira para todos.

Segundo o autor, o livro trás uma resenha sobre o histórico de como funciona actualmente o controlo interno do país, sobre tudo a lacticidade, as limitações resultante da inexistência de uma obrigação de controlo interno das empresas e cooperativas os beneficiárias de recursos financeiros do estado no que diz respeito a lei 30/11, a lei sobre as Micros, Pequenas e Médias empresas, (MPME), uma forma que achou para ajudar  sobretudo os empresários e e empreendedores  nacionais para que saibam como funciona o sistema interno angolano de controlo de uma empresa. Para o também professor de contabilidade geral I e II na faculdade de economia na universidade Agostinho Neto, na categoria de professor auxiliar desde 2005, o livro aborda sobre três dimensões das MPME, o controlo interno, auditoria interna e a governança corporativa, o que é na sua perspectiva é fundamental que os empresários dominem e estejam por de dentro, pois “É uma mais valia para as que empresas públicas ou privadas conheçam  estes elementos, para que controlem devidamente os activos ou os patrimónios das próprias empresas”.

O autor disse que no período de 2012 a 2017, durante as pesquisas, trabalhou com um total de 673 empresas do ramo da agricultura para saber a cerca das suas valências na área em actuam, e tendo percebido depois de um levantamento que deste número de empresas, apenas 135 estão credenciadas e que mantêm-se activas, ou seja, as demais faliram.

Questionado sobre os possíveis motivos que levam várias empresas a falência, o nosso entrevistado respondeu nos seguintes termos “A crise financeira e económica que o país viveu, desde o segundo semestre de 2014, quando o petróleo teve uma queda significativa tendo mesmo o governo perdido a capacidade de continuar a financiar estas empresas e muitas delas na altura já beneficiavam de créditos, o país entrou num colapso económico, a inflação acabou por engolir várias destas instituições por falta de capacidade de gestão, a falta de recursos humanos adequados ou capacitado, capaz de salvaguardar estes interesses e acima de tudo a fala de contabilistas profissionais, nas MPME”. Por outro lado, o professor de contabilidade geral, realçou também que a Administração Geral Tribunal, só agora é que está a obrigar as empresas tenham a uma contabilidade organizada. No sua opinião, uma empresa que não possui contabilidade organizada, está condenada a falência. Porque não consegue fazer uma especulativa para controlar o próprio património e o seu sistema de controlo interno também não funciona.

Como solução do credito mal parado, o especialista considera que tudo passa por uma correcção das práticas antigas, “tal como é a situação triste que o Banco de Poupança está a viver nos últimos tempos, de ter disponibilizado créditos, mas que por falta de um devido controlo, poucos são os credores que devolvem este dinheiro”. Disse igualmente que o seu contributo é a obra literária que em breve estará disponível para os empreendedores, empresários inclusive o estado.

O livro de investigação cientifica que conta com 181 páginas, é um trabalho de Doutoramento em Ciências Contáveis e Financeiras pela universidade de Oriente Santiago de Cuba, república de Cuba. A apresentação está prevista para o mês de Julho de 2021, na sala magna da faculdade de economia da universidade Agostinho Neto em Luanda. O livro NORMAS DE CONTROLO PARA MICROS, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS EM ANGOLA, foi escrito no período de 2014 a 2019 e impresso em Lisboa na editora Sitio do livro, um total de 300 exemplares. Mendes Ludi, garantido que após a apresentação da obra, a mesma estará disponível nas demais livrarias da capital e pretende igualmente levar a obra nas restantes províncias do país.

Mendes Pedro Ludi, nasceu a 26 de Dezembro de 1973 na Damba, província do Úige, é licenciado em contabilidade e finanças pela Universidade de  Granma , república de Cuba, no período de 1996 a 2000, mestre em  Administração de Empresas no período de 2000 a 2003, Doutorado em Ciências Contáveis e Financeiras pela Universidade de Oriente,Oriente, província de Santiago de Cuba, republica de Cuba, é actualmente professor auxiliar da Universidade Agostinho Neto, na Faculdade de Economia e membro da Ordem dos Contabilistas de Angola. 

Por: Augusto Afonso

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