Dom Rusengo “Grupos Armados continuam a persseguir Igreja de Bukavu na RDC”

A Arquidiocese de Bukavu continua a sofrer perseguições por parte das milícias armadas que combatem na região oriental da República Democrática do Congo (RDC), denunciou à Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) o Arcebispo François-Xavier Maroy Ruseng, , por ocasião do 25º aniversário do assassinato de Dom Christophe Munzihirwa Mwene Ngabo.

Bispos da Conferência Episcopal da RD Congo
Bispos da Conferência Episcopal da RDC

Dom Christophe Munzihirwa Mwene Ngabo, ex-Arcebispo de Bukavu, conhecido pelas suas repetidas denúncias dos crimes e violência cometidos por grupos armados estrangeiros, havia sido sequestrado e depois morto em 1996 pelos homens da Aliança das Forças Democráticas (ADF), um grupo armado de origem ugandesa que ultimamente declarou a sua adesão ao chamado Estado Islâmico. 25 anos depois de seu assassinato, disse Dom Rusengo, a Igreja local continua a sofrer perseguições e ataques das milícias armadas tornando impossível a vida da Igreja local.

“Só neste ano houve cerca de dez ataques separados por homens armados contra as nossas paróquias, casas paroquiais e conventos”, disse o prelado. Ao todo, entre março e outubro de 2021, foram atacadas sete paróquias, uma escola, um centro de saúde e um convento”. O último ataque foi no passado dia 6 de outubro. “As consequências desta violência são enormes, para não dos traumas e cicatrizes físicas e psicológicas que deixaram, felizmente sem nenhuma perda de vidas humanas”, afirmou ainda o prelado congolês.

Praticamente há mais de duas décadas que as províncias da parte oriental da República Democrática do Congo são palco de um sangrento conflito entre o exército regular e as milícias rebeldes, atraídas sobretudo pelos ricos recursos minerais da região. O que complica ulteriormente o cenário nos últimos anos é o surgimento de franjas islâmicas. Neste contexto, em que o Estado central não consegue garantir um mínimo de segurança, a Igreja é a única instituição que resta para defender a população. Por isso, explica Dom Rusengo, ela é alvo dos grupos armados: “Trata-se de uma tentativa de silenciar a Igreja, visto que é uma das poucas instituições que levanta a voz para defender a causa desta população martirizada”.

Daí, pois, o apelo do prelado aos fiéis da arquidiocese para que defendam as suas igrejas, mas também um convite a todos os católicos do mundo para que continuem a rezar pela população civil, pela conversão do coração dos milicianos e pelas autoridades congolesas para que assumam as suas responsabilidades.

Recorde-se que no dia 5 de outubro a Santa Sé dirigiu um veemente apelo urgente às autoridades congolesas e à comunidade internacional para que se ponha fim à crise humanitária e às violações dos direitos humanos naquele País, através de “esforços coordenados e constantes” a todos os níveis. O apelo foi lançado na 48ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos por Dom John Putzer, encarregado de negócios ad interim junto da Missão de Observação Permanente da Santa Sé na ONU em Genebra, que falou de uma situação “alarmante” e condenou “com firmeza todos actos de violência” perpetrados no território congolês, incluindo a violência sexual.

Fonte: Vatican News

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