O Governo angolano entregou hoje os restos mortais de dois antigos dirigentes da UNITA, mortos na sequência dos conflitos pós-eleitorais de 1992. Ministro da Justiça admitiu que morreram por causa de um “erro político”.

Entrega dos Restos mortais de dirigentes da UNITA

O Governo angolano procedeu esta segunda-feira (15.11) à entrega dos restos mortais de Adolosi Paulo Alicerces Mango, então secretário-geral da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e de Salupeto Pena, representante do partido na Comissão Conjunta Político-Militar, mortos há 29 anos na sequência dos conflitos pós-eleitorais de 1992.

O ato faz parte do Plano de Ação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos e decorreu no Laboratório Central de Criminalística em Luanda, seis meses após a cerimónia de homenagem às vítimas do 27 de Maio e dos angolanos que morreram devido aos conflitos políticos entre 1975 e 4 de abril de 2002.

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos e coordenador da Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), Francisco Queiroz, disse que os efeitos deste ato vão para além das famílias dos falecidos, pois demonstra a unidade dos angolanos.

Vítimas de um “erro político”

Salupeto Pena e Alicerce Mango foram vítimas de um “erro político” que redundou em violência e que causou a morte de milhares de angolanos, reconheceu Francisco Queiroz, para quem este é o momento de perdoar e de reparar erros do passado.

“O momento também é de mudança de comportamento e de atitudes. Chega de erros políticos trágicos. Chega de atos de irresponsabilidade política que podem redundarem em violência e provocar sofrimento ao nosso povo. Chega de fazer política com ódios movidos por egoísmo monocromáticos”, apelou o ministro da Justiça.

O coordenador da CIVICOP pediu também que as vítimas dos conflitos políticos sejam lembrados para evitar novos erro: “Que essas vidas e o grande sofrimento causado às famílias e ao povo angolano sejam a mola precursora da paz, da reconciliação e do perdão.

“O momento é de aprender com os erros. A nossa memória deve registar os erros políticos trágicos. Esses erros não devem ser esquecidos porque constituirão um alerta permanente para impedir que se repitam”, sublinhou o governante.

Samakuva pede que se “olhe para a frente”

Em declarações à imprensa, o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, disse que os angolanos devem ultrapassar os interesses partidários e construir em conjunto a nação angolana. “Costumo dizer que vítimas, fomos todos. Culpados, fomos todos. Irresponsáveis, fomos todos. Portanto, não vale apenas apontar dedos a este ou aquele. Agora é o momento de olharmos para frente com coragem e com unidade”, defendeu.


A família e a UNITA ainda não traçaram a agenda para os funerais dos seus entes queridos. O deputado Alicerces Mango, filho mais velho de Adolosi Paulo Mango Alicerces, disse que a família esperava pela oportunidade de realizar um funeral digno.

“Sabemos que em África só se confirma a morte após os mortos serem sepultados. Também há sentimentos de alegria porque finalmente, depois de 29 anos, houve esta responsabilidade, houve este cuidado de acautelar este sentimento da família para nos entregarem os restos mortais do nosso pai, do nosso tio, do nosso avô”, afirmou.

O ministro Francisco Queiroz anunciou também que nos próximos tempos a CIVICOP vai entregar as ossadas de Jeremias Chitunda e Eliseu Chimbili, também antigos dirigentes do “galo negro”, assim como das vítimas do fatídico caso do 27 de Maio de 1977.

* Com: DW

O Tribunal Constitucional poderá ser chamado para anular o VIII Congresso Ordinário do MPLA tal como aconteceu com o XIII Congresso Ordinário da UNITA, alvo de denúncias de irregularidades -, com base em irregularidades constatadas (e com provas concretas) por subscritores da lista de pré-candidatura de António Venâncio ao cargo de presidente do MPLA.

Comunicado final da 4a reunião ordinária do bureau político do MPLA -  Jornal O Kwanza
João Lourenço Presidente do MPLA

Em entrevista exclusiva ao Portal “A DENÚNCIA”, o militante do MPLA há 48 anos António Venâncio aventa a hipótese de o Tribunal Constitucional anular o VIII Congresso Ordinário do MPLA, caso a Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Central venha ignorar denúncias que fez e sobre as quais aguarda resposta por escrito ou se pronuncie a seu desfavor, para que João Lourenço seja candidato-único, violando o espírito do Regulamento do VIII Congresso Ordinário do MPLA que aceita até dois candidatos a presidente do MPLA.

O engenheiro civil António Venâncio adianta ao Portal “A DENÚNCIA” que nem sequer precisa que seja a sua candidatura a apresentar uma possível impugnação ao Tribunal Constitucional, se se mantiver as irregularidades constatadas. Venâncio afirma que qualquer militante do MPLA, que se tenha sentido defraudado por uma prática contra o estatuto do MPLA ou anticonstitucional, poderá subscrever uma lista para impugnar o VIII Congresso Ordinário do MPLA, embora acredite que a Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Central seja um organismo idóneo, capaz de agir para que continue a recolher as suas assinaturas em todas as províncias sem nenhum impedimento de “ordens superiores”.

O militante do MPLA, António Venâncio, queixa-se de lhe terem criado vários obstáculos na recolha de assinaturas de camaradas do partido nas dezoito províncias de Angola e, por isso, não conseguiu entregar a sua candidatura ao cargo de presidente do partido dos camaradas.

Afirmou que houve desencorajamento no sentido de não subscreverem a sua candidatura em todas as estruturas do partido, isto é, em CAP, comités sectoriais, distritais, municipais e até provinciais em contraposição dos estatutos do MPLA, que proíbem procedimentos do género.

“Aconteceram muitos impedimentos, uma pressão muito grande sobre os militantes, marchas, convocações de vários CAP a assumirem uma posição de candidato-único, orientados por responsáveis do partido”, salientou.

António Venâncio queixa-se também de ter sido bloqueado pelos media públicos e outros tutelados pelo Estado por não difundirem seus pronunciamentos; não aparecerem em conferências de imprensa que realizou; nem aceitaram o pedido de audiência que fez em benefício do candidato João Lourenço que, segundo Venâncio, fez uma campanha eleitoral antecipada, à margem do Regulamento do Congresso.

Em face disso, o engenheiro civil António Venâncio afirma ter reclamado no dia 4 deste mês de Novembro de 2021 à Subcomissão de Mandatos da Comissão Preparatória do VIII Congresso Ordinário do MPLA, a realizar-se de 9 a 11 de Dezembro deste ano, em Luanda, ao mesmo tempo que diz ter pedido a prorrogação da data-limite para entrega de candidatura ao cargo de presidente do MPLA. Mas, a petição, diz Venâncio, foi indeferida e, por isso, vai recorrer à Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Central, um organismo que zela pelo cumprimento da Constituição, dos estatutos e do Regulamento do VIII Congresso Ordinário do MPLA, pela defesa dos direitos dos militantes, pela aplicação correcta das resoluções e deliberações no seio do partido dos camaradas.

Fonte: A Denúncia e Club K

Um cidadão angolano, cujo nome não foi revelado, que queria se candidatar à presidência da UNITA apresentou à Comissão de Mandatos, órgão que supervisiona o início do processo que leva à eleição do Presidente do partido, uma cópia do cartão de membro da UNITA, caducado desde 2012, tendo sido chumbado por não cumprir todos os critérios para a pré-candidatura.

UNITA diz que estatutos do partido têm resposta para todos os problemas que  ocorram com o presidente do partido - Estautos da UNITA dizem que  presidente é eleito em congresso ordinário

A informação foi revelada pela Coordenadora da Comissão de Mandatos, Amélia Judith Ernesto, numa conferência de imprensa, durante a qual validou a candidatura de Adalberto Costa Júnior à presidência da UNITA, por reunir todos os documentos exigidos pelos estatutos do partido, nomeadamente, foto cópia do BI, cópia do cartão de membro, biografia, certificado de registo criminal, três fotografias de tipo passe, comprovativo da sua militância no Comité de base, lista de assinatura de 40% dos membros efectivos da Comissão Política, lista de assinatura de 1000 militantes de pleno gozo dos seus direitos distribuída por 50 militantes de cada uma das 18 províncias, compromisso de honra do candidato com o partido e comprovativo do pagamento de quota.

“O processo de apresentação de candidatura para o XIII Congresso da UNITA, nós temos apurados dentro e dos critérios os requisitos exigidos nos estatutos do partido um candidato. Todavia, apareceu um cidadão na Comissão de Mandato e que de forma verbal não foi permitido nos moldes em que ele não tinha critérios. Um dos primeiros critérios para se candidatar a presidente da UNITA, é ser membro da comissão política, também é preciso militar numa determinada estrutura partidária. Este cidadão apresentou os documentos como a cópia do Bilhete de Identidade, a cópia do cartão de membro da UNITA caducado desde 2012, mas alguns estratos da biografia. Não tinha critério se quer para apresentar a sua pré-candidatura”, explicou.

Por outro lado, na conferência de imprensa, em espécie de balanço, Ruben Sicato, porta-voz do Congresso, considera positivas as actividades realizadas pelo partido nos últimos dias, bem como garantiu confiança aos cidadãos que se disponibilizarem a contribuir com valor monetário para a realização do congresso.

“O cronograma de acções deste empreendimento está a ser cumprido com normalidade. As grandes matérias relacionadas coma realização do XIII Congresso estão a ser realizadas positivamente”, disse.

“O montante a dar pelos nossos concidadãos depende claramente da capacidade de cada pessoa. Quem pode dar mais, dê mais. Quem pode dar menos, dê menos. Qualquer montante será bem-vindo. No fim do congresso, a direcção da UNITA vai apresentar o relatório e contas dessa contribuição da sociedade. Diremos quanto recebemos e publicaremos como gastamos o vosso dinheiro. Podem ter confiança”.

Fonte: Correio da Kianda

Governo vai criar um subsídio extraordinário para todos aqueles que estão directamente envolvidos no combate à pandemia da Covid-19, são mais de cinco mil os funcionários eventualmente abrangidos por esta medida e podem receber dois mil kwanzas por dia, num total de 10,7 milhões de kwanzas todos os dias.

Covid-19: Angola anuncia mais 230 casos e duas mortes - Plataforma Media

O Governo irá atribuir aos funcionários e agentes administrativos envolvidos directamente no combate à pandemia da Covid-19 em recompensa pelo sacrifício consentido no cumprimento da missão, tendo em conta aos riscos que correm devido a doença, que assola o país desde Março de 2020, adiantou fonte do Governo, ligada ao Ministério da Saúde, ao Expansão. Contactado o Ministério das Finanças, obtivemos a informação de que é uma medida que está a ser ponderada.

Temos, no entanto, e por agora, o Decreto Presidencial n.º 264/21, de oito de Novembro, que “permite a tomada de medidas excepcionais sempre que for declarada uma situação de Calamidade Pública” e, nesse contexto, “a atribuição de um subsídio específico extraordinário”.

Expansão sabe que esta possibilidade está em cima da mesa e o Ministério das Finanças, muito provavelmente, estará ao lado do Ministério da Saúde (MINSA), de quem depende o parecer técnico para tomar esta medida de carácter temporário.

Em causa estão cerca de 5.360 funcionários que podem vir a ser abrangidos pela medida, em 67 postos de vacinação, com uma média de 80 técnicos por posto. Os valores serão descentralizados nas direcções municipais do Ministério das Finanças.

Contas feitas, o Governo vai gastar 10,7 milhões kwanzas por dia em subsídios aos profissionais.

“O número pode variar com o surgimento de novos postos. Há também as equipas móveis, mais de 100 pessoas, com, no mínimo, quatro profissionais por equipa”, adiantaram-nos.

Também de acordo com o decreto presidencial n.º 264/21, de 8 de Novembro, o subsídio extraordinário diário é financiado por receitas do Orçamento Geral do Estado (OGE) e pago pelas Unidades Orçamentais directamente envolvidas nas acções de prevenção e combate à Covid-19.

A proposta do OGE para o exercício económico 2022, na rubrica “Acções Correntes”, prevê uma despesa de 4,2 mil milhões kwanzas, para o combate e prevenção da pandemia da Covid-19. Já na rubrica “Combate às Grades Endemias pela Abordagem das Determinantes da Saúde”, está prevista a despesa de 40,5 mil milhões kwanzas, para a Comissão Multissectorial para a Prevenção e Combate à pandemia da Covid-19.

“O subsídio é de carácter excepcional e transitório, sendo válido apenas enquanto vigorar a Situação de Calamidade Pública”, refere o documento.

O documento esclarece, igualmente, que a sua operacionalização, o valor do subsídio a atribuir, a identificação dos beneficiários, bem como os restantes procedimentos de implementação, são, justamente, definidos por decreto executivo conjunto entre os titulares dos departamentos ministeriais das Finanças e da Saúde.

Fonte: Expansão

O presidente do Partido Pacífico Angolano Felé António fez saber na reunião do Secretariado do Bureau Político do PPA, realizado na última sexta-feira, que a situação política, económica e social do país esta caótica, razão que leva as pessoas a venderem em qualquer esquina das cidades “transformando o país numa feira de praças”.

Para o deputado da CASA-CE, a situação política, económica e social do país é deplorável, facto que transformou a nossa terra em uma feira de praças em detrimento da fome e do desemprego.

“Não é aceitável que as pessoas vendem em qualquer esquina, o nosso país parece uma feira de praças, tudo por falta de emprego e vontade politica de quem nos governa”, frisou o deputado Felé António.

O também vice-presidente da CASA-CE Felé António, na reunião em que foram analisados vários factos, com destaque para a situação politica, económica e social do país, a vida interna do Partido, a olhar para a realidade da redução do IVA de 14% para 7%, explicou que esta redução não beneficia as populações.

“Esta redução não beneficia as mamas zungueiras, os trabalhadores que auferem salários miserável, os desempregados em fim, não vai ajudar em nada na vida das pessoas”.

Entretanto o Presidente do PPA, disse que o orçamento que será aprovado na Assembleia Nacional, não poderá se repercutir na vida dos cidadãos uma vez que os destinos das receitas são bem definidos.

“Ninguém fiscaliza as obras, os ministros não prestam conta a ninguém, não sabemos se como são usados os valores que saem do OGE, podemos dizer que este país não é democrático por estes e outros factos que temos vindo a assistir”.

O politico assegurou que quando o seu partido atingir o poder político em Angola, terá como agenda prioritária a questão da empregabilidade de forma a garantir postos de emprego e mitigar o elevado número de pessoas nas zungas”.

Por: Adão dos Santos

O crescimento e a coesão que se registam no seio do MPLA na província do Namibe são factores fundamentais que deverão levar o partido dos camaradas a vencer as eleições gerais de 2022.

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Archer Mangueira secretario provincial do MPLA no Namibe

A XII Conferência Provincial do partido dos camaradas, que se realizou nos últimos dias em Moçâmedes, foi uma evidência de que no Namibe, o MPLA está forte, coeso, unido e preparado para os desafios do presente e do futuro.

Nesta conferência foram eleitos 175 membros ao Comité Provincial do MPLA no Namibe, 88 delegados ao VIII Congresso Ordinário e 12 candidatos a membros do Comité Central.

Na ocasião, o primeiro secretário Provincial do MPLA eleito, Archer Mangueira, chamou atenção para a necessidade de os novos dirigentes acompanharem a nova dinâmica, com os olhos postos na vitória eleitoral.

Por sua vez, o coordenador do grupo de acompanhamento do MPLA à província do Namibe, João Diogo Gaspar, apelou à preservação da unidade, por forma a facilitar a vitória do partido nas eleições de 2022.

Por: Adão dos Santos

O presidente João Lourenço iniciou o seu mandato com uma herança económica e socialmente complexa. As anteriores duas décadas (2002-2017) desaproveitaram a riqueza gerada no período da bonança, tendo parte sidoaplicada em decisões de investimento público que não resultaram na multiplicação de mais riqueza, e outra parte desviada através vários casos de delapidação do erário do Estado.

No início do ciclo político do presidente João Lourenço, em 2017, Angola tinha uma pesada dívida aos credores públicos e, adicionalmente, alguns bancos nacionais tiveram de ser resgatados, devido a biliões de créditos financiados e não pagos. Os cofres do Estado estavam vazios e os credores impunham cada vez maior pressão sobre o novo executivo. A situação era semelhante àquela que o presidente Neto e o MPLA herdaram quando assumiram a gestão de uma nova Angola independente. Em 1975, também encontraram um país com os cofres vazios, em que as instituições tiveram de ser reconstruídas. Contudo, Agostinho Neto tinha uma vantagem face a Lourenço: não se deparou com uma dívida pública quase impagável.

Neste sentido, não há que invejar a posição de João Lourenço em termos económicos. A João Lourenço coube a missão de reconstruir um país que estava na iminência da insustentabilidade económica.  

Se é verdade que o presidente se lançou com determinação à resolução da questão e evitou o descalabro total, é também certo que são necessárias correcções à rota desenhada.

Um primeiro aspecto a considerar é a mobilização da sociedade civil na reconstrução económica. Até agora, em vez de se agregar o saber dos agentes económicos conhecedores da economia real, com o objectivo de se encontrarem as soluções, os tecnocratas de executivo (incrivelmente, os mesmos do passado) optaram por ditar velhas receitas recicladas de políticas com tiques de economia planificada, com roupagens novas. E assim se continuaram a escrever planos determinísticos a partir dos gabinetes dos ministérios, e assim se assiste a discursos de ministros, emanando ordens imperativas para os empresários e para o sector financeiro. Obviamente, este tipo de condução económica falsamente de mercado não pode resultar.

Em paralelo, os mesmos tecnocratas mal reciclados entregaram ao Fundo Monetário Internacional (FMI) as principais decisões estratégicas de impacto económico. De ambos os lados, haverá economistas certamente bem-intencionados, mas que aplicam modelos teóricos baseados em raciocínios não comprovados empiricamente e sem adesão à realidade angolana. O problema real surge quando os conceptualistas impõem decisões, alheios à forma como a economia se desenvolve no país e ficam insensíveis aos impactos que causam nos cidadãos.

Às portas de 2022, na celebração do 46º aniversário da independência, aqui nos encontramos com uma profunda crise económica que nos entrou porta dentro em 2020. Os factos e os números são públicos. Ainda não saímos do ciclo de espiral negativa destruidora de valor. E enquanto se mantiver o mesmo registo de determinismo tecnocrata ditado por ministros do passado e por jovens economistas inexperientes do FMI, dificilmente sairemos deste ciclo negativo de forma sustentada.

É possível aplicarmos outras receitas que incentivem a tão desejada mudança. Por um lado, é imperativo que as políticas económicas passem a ser desenhadas pelo executivo em conjunto com o sector privado e com a banca nacional e internacional.

Ao Estado cabe o papel de líder estratégico, de coordenação e de vigilância competitiva, cabe o papel de garante da estabilidade macroeconómica e dinamizador de um quadro de confiança, para que os investidores nacionais e estrangeiros voltem a tomar risco, gerando mais emprego e produção. Havendo confiança, os empresários nacionais e estrangeiros e as famílias voltarão a investir, e as engrenagens de multiplicação do PIB desbloquearão e o país crescerá.

A isto acresce que, em tempos de escassez, o Executivo deveria fazer uma pausa no investimento em projectos que não são multiplicadores de riqueza no curto e no médio prazos. Por exemplo, faz sentido continuar a investir num aeroporto megalómano em Luanda, que hoje nada acrescenta ao País? Faltam ainda quantos biliões de dólares para concluir o aeroporto e sobretudo as suas ligações ao centro da cidade? É neste momento de recursos escassos que vamos criar mais dívida pública para concluir este projecto?

Por fim, é tempo de se quebrarem alguns dogmas ajudados a criar pelo FMI. Para mitigar os efeitos da crise económica gerada pela pandemia mundial, os países desenvolvidos estão a implementar programas de vários triliões de dólares de investimento público para dinamizar as economias no período pós-pandemia. Por exemplo, os Estados Unidos já mobilizaram mais de quatro triliões de dólares para apoiar as empresas, as famílias e fomentar o investimento público. Esse financiamento foi parcialmente realizado através expansão da massa monetária, tendo o banco central americano comprado parte da nova dívida pública, numa política que segue há mais de uma década. Na União Europeia, o apoio às famílias, aos Estados e às empresas supera os dois triliões, usando instrumentos semelhantes ao dos EUA.

Dos lugares do executivo mais difíceis de hoje, estará certamente a liderança do Ministério das Finanças. Observar o que os outros países estão a fazer, sabendo que caberia ao Ministério das Finanças dinamizar acções semelhantes em Angola, mas, ao invés, observar que se mantêm as mesmas estruturas macroeconómicas, continuando-se a restringir a liquidez às empresas e ao Estado, dificultando ainda mais a refundação da economia. Não tem sentido aplicar políticas recessivas no meio de uma crise, como Angola está a fazer debaixo do comando do FMI. Sem apoios às empresas e sem um Estado com recursos para dinamizar a economia, será muito difícil alcançar a desejada diversificação da economia. Não podemos continuar em contramão com o resto do mundo. É tempo de romper com os dogmas impostos e aplicar soluções de excepção para tempos de excepção.

Fonte: Maka Angola

João Lourenço é o candidato único à presidência do MPLA, anunciou esta terça-feira (9), em conferência de imprensa, a Subcomissão de Candidaturas da Comissão Nacional Preparatória do VIII Congresso Ordinário do partido no poder em Angola.

Falando na qualidade de membro da Subcomissão de Candidaturas da Comissão Nacional Preparatória do VIII Congresso Ordinário do MPLA, Joaquim Migueis informou igualmente que o recurso de António Venâncio foi chumbado.

Miguéis referiu que o período de submissão de candidaturas decorreu entre 20 de outubro e 5 de Novembro, tendo neste período registado a apresentação de uma única candidatura ao cargo do presidente do MPLA. 

Segundo declarações de Joaquim Miguéis, António Venâncio – que afirmou recentemente temer que a sua candidatura fosse alvo de incomprensão dentro do MPLA – não terá formalizado a sua intenção de concorrer à cúpula da força partidária no poder.

Fonte: N.M.Crime

Contrariamente ao que se esperava, a reapreciação pela Assembleia Nacional do Projecto de Lei  que altera a Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais não abrangerá todas questões fracturantes que dividiram os deputados do MPLA e da oposição, porque não garantiam verdade.  

Na carta endereçada ao parlamento, João Lourenço  diz que pretendeu, com essa reapreciação,  garantir igualdade de oportunidade a todos candidatos, retirando a estes a possibilidade de fazer inaugurações das obras públicas e fazer ofertas aos eleitores, salvo aquelas inerentes às campanhas eleitorais, como material de propaganda. 

Quando devolveu a referida à Lei ao parlamento angolano, João Lourenço fez saber que a ideia era reapreciar “algumas matérias com o objetivo de reforçar, nalguns domínios, os instrumentos que garantam uma maior igualdade entre os concorrentes, sã concorrência, lisura e verdade eleitoral, no quadro da permanente concretização do Estado democrático de direito”  

Na primeira reunião extraordinária da 5ª Sessão Legislativa da 4ª Legislatura, realizada esta segunda-feira, 8 de Novembro, os deputados que esperavam que a reapreciação abrangeria também o processo de contagem dos votos ao nível dos municípios, tal como defende a oposição, e o processo de credenciamento que, na óptica da UNITA, CASA-CE, FNLA e PRS devia ser fazer com alguma antecedência. 

Com votos a favor do MPLA e abstenção da UNITA e CASA-CE, do Projecto de Lei  que altera a Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais vai à discussão na especialidade, onde cada parte deverá seguramente esgrimir todos seus argumentos. 

Para além dessa Projecto  de Lei,  esta segunda- feira, os deputados discutiram, na Generalidade da Proposta de lei que aprova o Código dos Benefícios Fiscais e discutiram e Votaram, na Generalidade, da Proposta de Lei que autoriza o Banco Nacional de Angola a emitir  e pôr em circulação moeda comemorativa. 

Fonte: N.M.Crime

Angola - 5000 Kwanzas 2012 (# 158) - N V M V S

Quatro cidadãos angolanos foram detidos pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Luanda, por tentativa de introdução de 4,8 Milhões de kwanzas falsos no circuito monetário angolano.

O Serviço Investigação Criminal, através da sua Direcção Central de Combate aos Crimes, numa nota de imprensa, que os Quatro presimuveis autores de 26, 29, 31 e 33 anos de idade, foram detidos no município de Viana Distrito Urbano do Zango, bairro do Zango 2, rua direita de calumbo, no âmbito da Operação 45 Graus, mediante denúncia anônima.

A detenção dos implicados e a consequente apreensão em posse destes, do montante de Akz 4. 800.000, 00 ( Quatro milhões e oitocentas mil kwanzas) falsos, em notas de Cinco Mil kwanzas, decorreu-se no âmbito da operação 45 Graus mendiante uma denúncia anónima.

Segundo o SIC, “deligências estão em curso para deter outros comparsas e apreender os instrumentos usados na fabricação da refridas notas falsas”  e os já detidos serão presentes ao Ministério Público para responsbilização criminal.

Por: F.Bernardo

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