Activista Rende-se a JLO

Eu Gaspar André Garcia ( Nganga Luangu) cidadão Angolano filho de Manuel Francisco Garcia e de Madalena André Nganga, solteiro, pai de 3 três filhos, Nascido aos 20 dias de Outubro de 1985, natural de Cacuso província de Malanje, residente e domiciliado em Mbondo-Chapé distrito urbano da Camama município de Talatona. Portador do BI Nº 003365027ME030, passado pelo arquivo de identificação de Luanda aos 06 de Fevereiro de 2018.

Pode ser uma imagem de 4 pessoas, pessoas em pé e interiores

ÁO

EXMO SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA

JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO

ASSUNTO:PEDIDO DE PERDÃO

Técnico Comercial e Marketing.

Cozinheiro e Pasteleiro de 2ª.

Gestor de Eventos e Bar Man.

Actor fundador do grupo Ndangi Teatro.

Formado em Guionismo e produção de documentários de ficção pelo Instituto Angolano de Cinema e áudio visuais ( IACAM ).

Estudante de Naturopatia.

Activista político e Coordenador do projecto debate na comunidade.

Vítima de um incêndio aos 2 anos e deslocado de guerra aos 8 anos de idade de Malanje para Luanda em 1992. Em 1999 vi interrompida a oportunidade de continuar a estudar por ter sido acometido por uma hérnia inguinal que persistiu por mais de 13 anos por não haver condições para o devido tratamento tendo sido necessárias quatro intervenções cirúrgicas para a estancar em segurança. Neste mesmo ano para ajudar-me a vencer os entraves que o país atravessava fundei o grupo de teatro Ndangi teatro com objectivo de entreter às crianças do oratório de Dom Bosco pertencente a Igreja Católica mas também para me servir de terapia. A partir do ano de 2002, em parceria com a Igreja e a Development Workshop (DW) em quanto coordenador do grupo teatral organizei uma campanha de sensibilização ao combate à cólera através de teatro comunitário nos municípios do Cazenga, Sambizanga e Rangel começando assim a actividade de activista comunitário ao lado das ACAPC, AMCNK, MANDOMBE, AJA e outras organizações que juntos lideramos muitas campanhas de sensibilização sobre saneamento básico, educação, desminagem, eleições e etc.

Fui membro da Associação dos Músicos da Comuna do Ngola Kiluanje ( AMCNK ) e também fui membro da LIGA das organizações da sociedade civil do Ngola Kiluaje ( LOSCNK ) onde cheguei a exercer o cargo de secretário geral.

Não obstante as dificuldades consegui me formar, tendo conseguido o meu primeiro emprego em 2010 como Trade marketing Representative em uma multinacional, líder em produção e distribuição de bebidas espirituosas. Mas, o perdi 3 anos depois porque infelizmente a doença me deixava acamado muitas vezes até 2014 com a última cirurgia.

Em finais de 2015, após a prisão dos 15 mais duas activistas juntei-me ao movimento revolucionário ( MR ). Por  motivos aparentemente positivos, mas também com objectivo de perceber  profundamente as vantagens e desvantagens dos protestos de rua.

Depois de ter participado e organizado vários protestos ,em Outubro de  2019 por razões de doença e conselhos da esposa decidi parar de participar .

6 anos depois , pela maturidade que construi com tudo que vi e vivi nos protestos de rua  ao longo destes anos, sinto-me ingrato em continuar incrédulo na boa vontade do Executivo dirigido por VOSSA EXCELÊNCIA. Em apenas 4 anos e bastante visível muitas mudanças e resultados  com as novas estratégias do EXECUTIVO. Confesso que tal como muitos activistas também mantive me sectico nas mudanças propostas simplesmente por pertencer ao mesmo partido que há muito tempo prometia e nada se via na pratica. Vendo os grandes avanços que o pais tem dado nos últimos 4 anos somente a ma Fé me faria continuar a contestar.

Como exemplos destes avanços posso citar os mais aplaudidos.

1 º O grandioso acto de pedido de perdão público por todas as perdas humanos causadas pelos conflitos armados em Angola, simbolizando a reconciliação dos irmãos de todo povo Angolano de 1977 à 2002.

2º A inserção oficial do nosso sistema de cura ancestral ( Naturopatia ) no sistema de saúde pública.

3º A transmissão em directo dos debates na Assembleia Nacional.

4º O combate a corrupção e o nepotismo.

5º A construção simultânea dos Hospitais de Malanje, Benguela e do Centro Materno Infantil da Camama.

6º A reabilitação e o apetrechamento do Hospital Sanatório de Luanda.

7º O projecto Kwenda, PAPE,PIIM, Simplifica e tantos outros  que não os trago por gestão de tempo.

Vendo todas essas obras e tantas outras encabeçadas por VOSSA EXCELÊNCIA,

resta-me apenas MANIFESTAR-ME PUBLICAMENTE E PEDIR PROFUNDAMENTE PERDÃO por todas às vezes que duvidei,  contestei e causei o adiamento de investimentos estrangeiro ao  participar das mesmas actividades.

Tenho a plena noção de que ainda há muito por ser feito e melhorado no país, mas hoje posso dizer com propriedade que, pelo horizonte, nem que a UNITA seja Governo no país muitas coisas que ainda faltam continuariam.

Para dar um exemplo claro vou falar da falta de liberdade de expressão / imprensa.

Eu acho que a liberdade de expressão é uma mera utopia em qualquer lugar do mundo.

Até nas grandes repúblicas onde reina democracias mais adultas. Ou seja, a liberdade anda com o respeito pelas normas de convivência dos grupos de interesses.

Lembro-me de um caso recente que se passou com os jornalistas da Rádio Despertar, hoje os mesmos estão no desemprego por ousarem usar da liberdade de expressão para denunciar maus tratos na instituição do partido que exige a liberdade de expressão ao MPLA.

Para a sociedade em geral, eu questiono seguinte: Qual é a diferença entre a suspensão dos meus irmãos Salgueiro Vicente e Israel Campos?

Temos exigido a liberdade de expressão ao MPLA porque detém a gestão da Média pública.

E daí? O Salgueiro Vicente denunciou injustiças em Cabinda e foi suspenso pela mesma Igreja que usa a sua Rádio para exigir liberdade de expressão ao partido no Poder.

Se a UNITA expulsa quem quer usufruir de sua liberdade de expressão em sua Rádio, não o fará com os cidadãos ousados?

Até as Rádios internacionais dos países da melhor democracia, muitas vezes me cortaram a linha sempre que eu ousasse falar sobre a ingerência estrangeira em África ou em acaso particular em angola.

Não sou a favor de nenhuma forma de  opressão, mas o que eu quero aqui dizer, é que temos sido moralistas sem moral ao exigir de alguém o que nem em  nossas organizações ou mesmo em casa não aceitamos que um membro ou  o cônjuge diz o que lhe apetecer. Ainda me lembro como o Doutor Abel EpalangaChivukuvuku abandonou o partido UNITA.

Eu não decidi entrar para o activismo de rua para ser famoso ou ganhar trocos. Antes pelo contrario, embarquei nesta aventura para entender profundamente o modelo de luta pela cidadania. Por isso, nunca  juntei me a nenhum partido ou a um  Político individual  para promover , proteger ou financiar-me.

Queria perceber melhor o activismo de rua para falar na primeira pessoa  sobre o assunto. E escrever a minha visão sobre os modelos de luta para revolução em África e Angola em  particular. Para mais fundamentos aguardem o meu livro e tirem as vossas livres conclusões.

Tenho a plena noção de que muitas coisas ainda precisam ser melhoradas no Pais, mais também precisamos ter coragem suficiente para enaltecer o que de bom foi realmente melhorado lembrem-se que os Pais do primeiro mundo hoje não foram construídos em apenas 20 anos.

Os ex-colegas, nacionais e expatriados em 2015 quando se aperceberão do meu envolvimento aconselharam-me à abdicar para o meu bem e continuar a trabalhar para sustentar minha família e deixar a Política para os políticos. Simplesmente os  agradeci pela preocupação pois eu sabia o que  ganharia e o que  perderia com o activismo. Diferente de muitos, eu não entrei  por razões de calamidade social, enquanto, Trade Marketing Representative de uma multi nacional auferia um salário considerável que me  possibilitava viver sem reclamações de ordem  social e económica.

Encontro-me desempregado há três anos efectivos, não por falta de emprego como tal, tenho muitas oportunidades de trabalho. afinal, possuo mais de cinco anos de experiencia  no ramo e ainda tenho  mais de cinco ofícios. A verdade é que hoje, a minha imagem e tal como a de muitos activistas de rua afastam a possibilidade de contratos. Imaginem-me negociando com uma cadeia de Super mercados  para acções de promoções e este mesmo Super mercado pertence  a algum  político do mesmo partido que eu tenho estado a contestar?  O mais provável, é que eu não consiga  o referido contrato. Entretanto, toda empresa sobrevive de facturação e se eu não facturo o meu concorrente  factura. Hoje,  percebo que não se trata de nenhuma perseguição antes protecção de património.

Muitos dos ex-colegas e amigos que a cinco anos a em vez do activismo preferirão o empreendedorismo, ou o associativismo comunitário têm casa própria, carros e empresas. Tal como meu amigo Ex colega Filipe que hoje e proprietário de uma agencia de Marketing prestando consultoria em Marketing ate na Europa o meu kota Alfeu Simatiuca coordenador da ACAPC um grande parceiro da EPAL na manutenção e distribuição de águas em a Luanda e não só.   Juntaram-se aos poucos jovens empreendedores no pais ampliando os postos de emprego, dando poder de compra em muitas famílias , ajudando o governo e dando dignidade a muitos jovens. Será que estes são menos patriotas em relação a nós que preferimos o activismo de rua? Deixo a resposta a vosso critério.

Nunca é tarde para se corrigir o erro, vou juntar-me a eles, vou engraxar sapatos, vender doces ou lavar carros para  recuperar os cinco anos perdidos. Com o PROJECTO DE APOIO E PROMOÇAO DA EMPREGABILIDADE (PAPE)só não empreende quem não quer. Tenho a  certeza que com dedicação tudo conseguirei. Vou ajudar alguém a melhor  a sua condição de vida evitando assim, mais lamentações e contestações. Hoje, estes meus amigos vivem tranquilos e sem preocupações do que comer amanha. Quanto a mim, vivo de esmolas.

Peço perdão a todos que entrarão para o activismo de rua influenciados  por mim. Espero que rapidamente percebam-me e sigam o mesmo caminho. Não aconselho a ninguém que  pensa em juntar-se aos movimentos de protestos nos próximos dias a continuar com a ideia, não sou o dono da verdade mais sou alguém que viveu e vive na pele as consequências. Quanto as ditas oposições, estes, gostão de ser oposição. É uma grande oportunidade de usufruir do dinheiro do estado sem necessidade de contestação dos cidadãos.

Em 2022 a Victoria esta mais que clara. Pois, as constante desavenças entre os opositores é uma clara indicação de que não há coesão entre os mesmos.

Colocou-me a disposição para informações complementares e referenciais.

Na espectativa de que a referida petição merecerá  a devida aquiescência, subscrevo-me com a mais alta consideração e estima e encorajo a vossa excelência a continuar com as reformas na nossa rica e poderosa nação.

Gaspar André Garcia

Luanda ao 08 de Setembro de 2021

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